Gente como a gente

Organizando os livros na estante encontrei três leituras que me inspiraram a empreender.

Não tenho formação em negócios e confesso que pouco consegui entender dos livros de administração que me propus a ler antes de abrir uma loja de brigadeiro. Passei a fugir de qualquer literatura do gênero,  até ganhar de uma amiga o divertido e despretensioso “Se você não tem bunda, use laços no cabelo” (Ed. Planeta).

Ele conta a história da norte-americana Barbara Corcoran, que fundou um dos maiores impérios imobiliários dos Estados Unidos. Ela tinha 23 anos quando pegou mil dólares emprestados do namorado e deixou de ser garçonete para começar seu próprio negócio. De origem humilde, Barbara conta no livro que não tinha nenhuma experiência administrativa e que sua gestão foi sempre muito intuitiva, inspirada nas lições domesticas de sua mãe, que “administrava” de forma exemplar uma casa com 12 pessoas.

Desde criança tenho mania de brincar de inventar novos negócios e me senti um ser menos estranho quando li “A estratégia do oceano azul” (Ed. Best Seller) me senti menos estranha. Os autores defendem no livro a teoria de que existem inúmeros negócios por serem criados e que antes de empreender deve-se buscar um produto ou serviço que ainda não exista. Adotando essa estratégia, segundo eles, a empresa “navega” sozinha no oceano azul do mercado e se estabelece sem pressão da concorrência que, por analogia, os autores chamam de “oceano vermelho”.

O terceiro livro que ocupava minha cabeceira na época em que deixei o jornalismo foi escrito pela inglesa Anita Rodick, fundadora da Body Shop, “Meu jeito de fazer negócios” (Negócio Editora) subverte a visão clássica de administrar uma empresa, propondo uma gestão humana e engajada.

Anita, assim. como Barbara, quebrou velhos paradigmas do mercado e criou uma das empresas de cosméticos mais relevantes do mundo. Resumo aqui a cartilha de Anita para empreender um negócio que faça a diferença:

  1. Acreditar que a sua ideia é boa, mesmo que o mundo não acredite
  2. Não se importar em ser visto como “louco” por ser diferente.
  3. Se conhecer para descobrir seu próprio caminho, para destacar-se na multidão;
  4. Buscar soluções;
  5. Otimismo patológico;
  6. O conhecimento claro de como fazer as coisas;
  7. Experiência de vida prática:
  8. Desejar espontaneamente uma mudança social;
  9. Ser criativo
  10. Ter a habilidade de combinar tudo isso de maneira eficiente.

Autodidata, Anita atribui seu empreendedorismo à sua experiência de vida. Ela não acredita que a fórmula para criar um negócio inovador seja o da formação técnica ou acadêmica. Eu também não.

www.mariabrigadeiro.com.br

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